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Analysis

Conservation Strategy Fund helps local conservationists use economic tools to find smart, efficient solutions to the most urgent environmental problems. Since its creation in 1998, CSF has conducted dozens of analysis projects in forests, rivers and coastal environments. Most of our work has focused in the tropics, where extraordinarily high levels of biological diversity are found. To maximize the reach and quality of our work, we involve leading experts and conservation organizations in all of our projects.

Estudo de viabilidade econômica e estratégias de implementação da Rede de Cooperativas e Associações de Beneficiamento Agroextrativista do Amazonas (RECABAAM)

Atualmente, associações e cooperativas de povos e comunidades tradicionais de Áreas Protegidas no Amazonas enfrentam diversos desafios, no que tange à gestão e à comercialização de produtos agroextrativistas (tais como castanha-do-brasil, pirarucu, frutas, entre outros).

Sendo assim, lideranças da Cooperativa Mista Agroextrativista Sardinha (COOPMAS), Cooperativa Verde de Manicoré (COVEMA), Cooperativa de Mista de Agroextrativismo do Rio Unini (COOMARU), Associação dos Produtores e Beneficiadores de Castanha do Município de Amaturá (APROCAM) e da Associação dos Agropecuários de Beruri (ASSOAB), apoiadas pelas organizações Fundação Vitória Amazônia (FVA), Operação Amazônia Nativa (OPAN), Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) e CSF, se reuniram para debater sobre formas de superar alguns desses desafios. Um dos caminhos encontrados está no compartilhamento de informações com estes atores sobre mercados, recursos e boas práticas de gestão, visando facilitar o acesso à melhores mercados, além de trazer recomendações específicas para fortalecimento de seus negócios. Para isto, foi proposta a criação de uma rede de cooperação, denominada Rede de Cooperativas e Associações de Beneficiamento Agroextrativista do Amazonas (RECABAAM).

O objetivo da rede é de ampliar a competitividade e a eficiência na gestão das organizações parceiras, que possuem a castanha-do-brasil como produto principal. Consequentemente, a RECABAAM visa contribuir para a rentabilidade e a manutenção das atividades extrativista e da agricultura familiar, que representam uma importante fonte de renda e reprodução cultural para diversos povos indígenas e comunidades tradicionais na região Amazônica.

Dentro deste arranjo de instituições envolvidas na criação da REECABAM, a CSF tem o papel de analisar a viabilidade econômica da implementação da rede como uma estratégia de fortalecimento das organizações envolvidas e da cadeia de valor da castanha-do-brasil. Serão identificados e analisados os possíveis benefícios, como o aumento de receitas e a reduções de custos, e se esses são suficientes para cobrir os custos de investimento e manutenção da rede. A partir dessa análise serão propostas recomendações para a atuação estratégica da rede, caso esta seja viável.

Este estudo está sendo desenvolvido em parceria com a FVA, OPAN e IEB e é apoiado pelo Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), Fundação Nacional do Índio (FUNAI), Serviço Florestal Americano (USFS, sigla em inglês) e Agência de Desenvolvimento Americano (USAID, sigla em inglês), no âmbito do projeto Parceria para Conservação da Biodiversidade na Amazônia: Cadeias de Valor Sustentáveis.

A foto acima é de mulheres do povo Paiter Suruí durante a coleta de babaçu na Terra Indígena Sete de Setembro, em Rondônia, em 2011.
Crédito de fotografia: Fernanda Preto.