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Curso de ferramentas econômicas para a conservação de manguezais em unidades de conservação no Brasil

O curso de Ferramentas Econômicas para a Conservação de Unidades de Conservação e Manguezais de cinco dias foi realizado no Centro de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Nordeste (CEPENE), que fica na cidade de Tamandaré, em Pernambuco.

Estiveram presentes vinte e cinco servidores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsáveis por Unidades de Conservação com manguezais de dez estados do Brasil.

O curso foi composto por aulas expositivas, discussões em plenária, exercícios em grupo e contou também com um breve trabalho em campo. Ele começou abordando conceitos básicos de microeconomia e economia dos recursos naturais, seguido de discussões relacionadas às falhas de mercado e aos serviços ecossistêmicos. Em seguida, foram apresentados os métodos de valoração econômica de serviços ecossistêmicos, e posteriormente, os alunos tiveram a chance de colocar em prática os conhecimentos adquiridos, através de um exercício em campo sobre valoração dos serviços ecossistêmicos de manguezais, realizado na famosa praia dos Carneiros. O curso continuou tratando sobre a sustentabilidade financeira de Unidades de Conservação com manguezais, e concluiu abordando temas como pagamentos por serviços ambientais e instrumentos econômicos para conservação de manguezais.

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Instrumentos econômicos para a conservação de serviços ecossistêmicos providos por manguezais em Unidades de Conservação Federais

Em 2015, a CSF iniciou um projeto no âmbito do Programa GEF Mangues, em colaboração com FUNBIO (Fundo Brasileiro para a Biodiversidade) a respeito da gestão dos serviços ecossistêmicos de manguezais.

Cerca de 90% dos ecossistemas de manguezais no Brasil estão localizados em áreas protegidas. No entanto, existem deficiências importantes em termos de sustentabilidade financeira e gestão de recursos nestas áreas, afetando os estoques de capital natural e a biodiversidade.

Por isso, procuramos estudar como os diferentes modelos de instrumentos econômicos podem afetar a provisão de serviços ecossistêmicos em manguezais. Para isso, iremos:

1) Identificar e priorizar os serviços ecossistêmicos fornecidos pelos manguezais;