Conservação de Macacos em Bioko

Pesquisadores da Universidade Nacional da Guiné Equatorial – UNGE e da Universidade Arcadia têm alertado a comunidade internacional de conservação para a ameaça iminente da extinção de sete subespécies de primatas na ilha de Bioko, na Guiné Equatorial. Essas sete subespécies incluem o drill, red colobus e o black colobus. Os pesquisadores igualmente apontaram para a possibilidade do breve desaparecimento de um outro animal de grande porte e também objeto de caça, o Ogiby’ Duiker.

Em outubro de 2002, uma equipe de Conservação Internacional formada pela Conservação Estratégica (CSF), UNGE e Universidade de Arcadia, propôs-se a analisar as dimensões econômicas da exploração de carne selvagem e em determinar que tipos de mercado e/ou política de intervenção teriam melhores chances de salvar a vida selvagem em extinção nessa ilha.

Em 2002, a Conservação Internacional (CI) formou uma equipe consistindo de CSF/UNGE/Arcadia para analisar as dimensões econômicas da exploração de carne de caça em Bioko, e determinar que tipos de instrumentos de mercado e de políticas públicas teriam maiores chances de salvar as espécies ameaçadas nessa ilha.

A equipe CSF/Arcadia/UNGE/CI baseou-se em inúmeros dados e no conhecimento local sobre a caça de animais selvagens reunidos pela Universidade Arcadia nos últimos cinco anos, e também conduziu uma nova pesquisa com os caçadores da ilha. Novas informações foram coletadas em todos os campos de caça da ilha. O estudo descobriu que a importância econômica da caça de macacos era muito limitada. Apenas 20% da renda proveniente da caça realizada por 120 familias, era de fato derivada de primatas que se encontram sob ameaça de extinção. Isto significa que os custos de providências alternativas para se gerar oportunidades de renda para essas famílias seriam extremamente baixos, cerca de U$ 41.000 por ano, a fim de assegurar a sobrevivência de todas as sete espécies.

Em 2007, o presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, baniu a caça de macacos, uma das principais recomendações de nossos estudos.

Veja o Relatório

A Economia do comércio de primatas em Bioko, Guiné Equatorial