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Análisis

A Conservação Estratégica apoia conservacionistas locais na utilização de ferramentas da economia que os permitam encontrar soluções inteligentes e eficientes para os problemas ambientais mais urgentes. Desde a sua criação, a CSF conduziu dezenas de estudos sobre ambientes florestais, fluviais e costeiros. A maior parte dos nossos projetos é focada nos Trópicos, pois estes apresentam níveis extraordinários de biodiversidade. Para maximizar a influência e a qualidade dos nossos estudos, nós envolvemos profissionais de renome e organizações conservacionistas em todos os projetos.

Fortalecendo a cadeia de valor da castanha-do-brasil: estudo de viabilidade econômica da implementação de uma rede de cooperação no estado do Amazonas

A Conservação Estratégica (CSF) está realizando o estudo de viabilidade econômica da implementação da Rede de Cooperativas e Associações de Beneficiamento Agroextrativista do Amazonas (RECABAAM) para apoiar o fortalecimento da cadeia de valor da castanha-do-brasil.

Atualmente, associações e cooperativas agroextrativistas de povos e comunidades tradicionais de Áreas Protegidas no Amazonas enfrentam diversos desafios. Estes estão principalmente relacionados à gestão e à comercialização de seus produtos, tais como castanha-do-brasil, peixe pirarucu, frutas, entre outros.

Para debater sobre formas de superar alguns destes desafios, encontros foram organizados entre lideranças locais e o terceiro setor. Fazem parte dessas discussões representantes da Associação dos Produtores e Beneficiadores de Castanha do Município de Amaturá (APROCAM), Associação dos Agropecuários de Beruri (ASSOAB), Cooperativa Mista Agroextrativista do Rio Unini (COOMARU), Cooperativa Mista Agroextrativista Sardinha (COOPMAS) e da Cooperativa Verde de Manicoré (COVEMA), apoiados pela Fundação Vitória Amazônia (FVA), Operação Amazônia Nativa (OPAN), Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) e Conservação Estratégica (CSF).
Uma estratégia encontrada para o fortalecimento dos negócios da sociobiodiversidade é o compartilhamento de informações sobre mercados, recursos e boas práticas de gestão, assim como de recomendações específicas para acessar novos mercados.

Para fortalecer a cadeia de valor da castanha-do-brasil e as organizações envolvidas nesta, foi proposta a criação de uma rede de cooperação, a RECABAAM. Dentro do arranjo de instituições envolvidas neste processo, a CSF tem o papel de analisar a viabilidade econômica da implementação da rede. Para isso, serão identificados e analisados os possíveis benefícios - como o aumento de receitas e reduções de custos - e se estes são suficientes para cobrir os custos de investimento e manutenção da RECABAAM. Em seguida, serão propostas recomendações para a atuação estratégica da rede, caso esta seja viável.

Espera-se que esta rede possa contribuir para a manutenção de atividades extrativistas e da agricultura familiar, ambas importantes fontes de renda e de reprodução cultural para diversos povos indígenas e comunidades tradicionais na região Amazônica.

Este estudo está sendo desenvolvido em parceria com a FVA, OPAN e IEB e é apoiado pelo Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), Fundação Nacional do Índio (FUNAI), Serviço Florestal Americano (USFS) e Agência de Desenvolvimento Americano (USAID), no âmbito do projeto Parceria para Conservação da Biodiversidade na Amazônia: Cadeias de Valor Sustentáveis.

A foto acima é de mulheres do povo Paiter Suruí durante a coleta de babaçu na Terra Indígena Sete de Setembro, em Rondônia, em 2011.
Crédito de fotografia: Fernanda Preto.