Monitoramento da Reserva Marinha de Abrolhos

Abrolhos literalmente significa “abridor de olhos”. O recife brasileiro de Abrolhos ganhou este nome devido às formações de corais únicas e porque suas águas rasas são frequentadas por um grande número de baleias “corcundas”. As peculiares cabeças de corais com o formato de cogumelos são em sua maioria compostas por espécies de corais existentes unicamente em Abrolhos. O alto grau de espécies endêmicas é resultado do total isolamento de Abrolhos de outros recifes de corais.

Entre as pressões neste ecossistema estão a excessiva atividade pesqueira, operadores de turismo descuidados e o desflorestamento de áreas costeiras adjacentes. A CSF ajudou a graduada do nosso curso de treinamento, Heloísa Oliveira, e seus colegas do grupo Conservação Internacional (CI) a utilizar análises econômicas para regular a atividade pesqueira na área. O conhecimento dos grupos de peixes é a chave para o sucesso da “reserva extrativista” marinha administrada por duas comunidades locais. Com base nessa pesquisa, as comunidades têm criado suas próprias regulamentações para o limite de retirada, assim como uma estratégia para evitar a entrada de embarcações pesqueiras de fora da área. Esse modelo de reserva, uma inovação no Brasil, segue o mesmo protótipo das reservas extrativistas estabelecidas em 2000 no oeste da Amazônia, para a extração de borracha.

A CSF voltou a trabalhar em conjunto com a CI e outros em Abrolhos, como parte de nossa nova iniciativa em Economia Marinha. Nosso projeto atual envolve a coleta mais detalhada de dados econômicos, a fim de obstar o desenvolvimento de forma danosa em Abrolhos.