Projetos da CSF

A Conservação Estratégica apoia conservacionistas locais na utilização de ferramentas da economia que os permitam encontrar soluções inteligentes e eficientes para os problemas ambientais mais urgentes. Desde a sua criação, a CSF conduziu dezenas de estudos sobre ambientes florestais, fluviais e costeiros. A maior parte dos nossos projetos é focada nos Trópicos, pois estes apresentam níveis extraordinários de biodiversidade. Para maximizar a influência e a qualidade dos nossos estudos, nós envolvemos profissionais de renome e organizações conservacionistas em todos os projetos.

Benefícios Econômicos do Parque Nacional Madidi

Há muito se debate se as áreas de proteção natural restringem o desenvolvimento econômico ou o promovem. Neste estudo, avaliamos os benefícios locais promovidos pelo Parque Nacional & Área Natural de Manejo Integrado Madidi, uma das maiores áreas protegidas da Bolívia, e também uma das mais importantes para conservação da biodiversidade global. Anteriormente, aplicamos esta abordagem de análise em áreas protegidas da Amazônia perto de Manaus, Brasil.

Pagamento por Serviços Ambientais na Mata Atlântica

Sustentabilidade financeira de áreas protegidas é sempre um talento em países em desenvolvimento. Neste projeto, a CSF desenvolveu uma metodologia para implementar um sistema de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), focado na conservação de água para consumo humano na Floresta Atlântica, no Brasil. Esse método de pagamento é assegurado pelos artigos 47 e 48 da Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), que visa a geração de renda para a proteção de áreas sob gerenciamento.

Estradas na Selva Maia

  • Região de fronteira do México, Guatemala e Belize, Central America
  • Rodovias
  • 2005 - 2006
  • Concluído

Vários projetos de estradas têm sido propostos para a região fronteiriça entre o México, a Guatemala e Belize. Essa região é parte da Floresta Maia, a maior área contígua de floresta das Américas, ao norte da Amazônia. As propostas aparentemente encontram-se fundamentadas no estímulo para o crescimento econômico e a redução dos altos índices de pobreza presentes nessa área. Contudo, em número maior e com melhoras, estradas trazem consigo mais pessoas e a expansão de fazendas.

Represas de Changuinola-Teribe no Panamá

Entre 2005 e 2006, a CSF analisou projetos de quatro hidroelétricas planejadas na Província de Bocas del Toro, no Panamá. Todos os quatro projetos seriam localizados na bacia hidrográfica de Changuinola-Teribe, nos limites da Floresta Protegida de Palo Seco (conhecida pelo acrônimo espanhol de BPPS). Três desses projetos seriam construídos no rio Changuinola e o quarto no rio Bonyic. Ambos rios possuem cabeceiras dentro do Parque Internacional de Amistad (PILA).

Represa de Belo Monte

No presente caso, analisamos os custos e benefícios do projeto Belo Monte, situado no Rio Xingú, no Sul da Amazônia. Para tais análises, foram criados três cenários. O primeiro examina apenas os custos e benefícios “internos” de Belo Monte como um projeto de geração de energia, excluindo deste os custos relacionados aos impactos em outras atividades econômicas e no meio ambiente. No segundo cenário, incluímos alguns desses custos externos: perdas no turismo, impactos no suprimento de água, atividade pesqueira e o declínio da qualidade da água durante a construção do projeto.

Infra-estrutura de Integração e Conservação da Biodiversidade

Entre 2004 e 2006, a CSF aliou-se à “The Nature Conservancy” (TNC) e diversas organizações locais da Mesoamérica, num projeto para reduzir a perda de habitat gerada principalmente em razão de projetos de infra-estrutura na região. O objetivo do trabalho foi informar melhor as partes interessadas a respeito da importância dos impactos econômicos e ambientais resultantes da construção dos diversos projetos planejados para região.

Aquicultura de Salmão na Colúmbia Britânica

A aquicultura de salmão em mar aberto é um componente estabelecido na economia de diversas regiões da costa da Colúmbia Britânica. Não obstante a prevalência da aquicultura de salmão nessas regiões, essa indústria continua sob a necessidade de uma avaliação mais minuciosa. Ambientalistas e biólogos conservacionistas preocupam-se com os impactos da aquicultura net-pen do salmão.

Benefícios Econômicos dos Parques de Manaus

Qual é o impacto da criação de áreas protegidas na economia local? Áreas protegidas são frequentemente consideradas barreiras econômicas porque elas impõem limites ou até mesmo bloqueiam totalmente o uso de recursos naturais. Todavia, o presente estudo demonstrou que 10 áreas localizadas a 200 km de Manaus, Estado do Amazonas, fornecem uma importante fonte de renda para a economia local. Em algumas situações, essa renda pode até mesmo ultrapassar os ganhos gerados pelo uso da terra, como por exemplo com a criação de gado.

Parques Nacionais na Tanzânia

Em 2002 e 2003, a CSF conduziu um estudo econômico dos Parques Nacionais da Tanzânia, fornecendo bases para mudanças nas taxas de entrada dos parques. Este país no Leste Africano tem alguma das mais impressionantes vida selvagem e paisagens do mundo, com famosos parques como Serengeti, Kilimanjaro e Rio Gombe. A CSF trabalhou com o graduado Ezekiel Dembe da Agência de Parques Nacionais da Tanzânia (TANAPA) e outros membros do TANAPA para desenvolver uma estratégia focada no melhoramento da performance econômica dos parques, sem comprometer a proteção da natureza.

Estradas no Parque do Vulcão Baru

  • do Parque Nacional do Vulcão Baru, na província de Chiriquí, Panama, Central America
  • Rodovias
  • 2002 - 2003
  • Concluído

Em 2003, três investimentos em estradas foram propostos nas proximidades do Parque Nacional do Vulcão Baru, na província de Chiriquí: (1) uma estrada com uma faixa que vai de Cerro Punta a Boquete, via Parque; (2) a tão chamada “rota sul” de Cuesta Piedra a Boquete, via Palmira; e a (3) pavimentação das estradas de acesso até as bases dos guardas nas entradas leste e oeste do Parque. Este estudo fornece uma análise econômica das propostas acima, conduzido pelo CSF e pela TNC. Nós empregramos o “Modelo de Decisão Econômica de Estradas” (RED), desenvolvido pelo Banco Mundial em 1999. A pesquisa foi financiada em conjunto pela TNC e pela Conservação Internacional (CI), A realização dessa pesquisa foi um dos vários fatores que levaram ao cancelamento da proposta estrada que atravessaria o parque. Ao invés desta, a estrada de baixo impacto, “Rota Sul” foi selecionada.

Nossa descoberta foi de que a estrada Cerro Punta-Boquete é economicamente inviável e representaria uma perda para a economia panamenha, mesmo antes de se considerar os custos ambientais. Nosso cenário base prevê 250 veículos por dia, trânsito igual à cerca de 25% do tráfico da estrada pavimentada principal e com duas faixas que ligariam Cerro Punta e Boquete à Rodovia Inter-Americana. Este cenário ocasionaria uma perda de $808 mil para a economia nacional nos primeiros 20 anos de operação. Para que houvesse a benefícios na construção dessa estrada, uma média de 364 veículos ao dia seriam necessários no primeiro ano, mais de 500 ao dia no décimo ano de operação e 657 ao dia em vinte anos. Grandes variações periódicas, diárias e mensais ocorreriam, significando que o tráfego máximo seria relativamente maior que a média.

Estes níveis de tráfego são incompatíveis com o conceito de estradas “ecológicas”, as quais permitem o transporte motorizado em certas zonas sem degradar o ecossistema ou ameaçar suas espécies, e sem prejudicar a contemplação pacífica da natureza. Ao contrário, permitindo-se a construção de uma estrada cortando o Parque Nacional Vulcão Baru, os efeitos teriam sido engarrafamentos regulares e acidentes num dos parques mais visitados do Panamá.

Veja o Relatório

Análise Econômica de Três Investimentos em Estradas que Atravessariam o Oeste do Parque Nacional Vulcão Baru e áreas vizinhas (Panamá).